O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (1º) que irá ignorar as sanções impostas contra ele pelo governo dos Estados Unidos e que o STF não cederá a pressões externas. Durante a abertura do semestre judiciário, Moraes disse que “ações penais seguirão normalmente” e classificou como “covardes e infrutíferas” as tentativas de influenciar decisões da Corte.
Alvo de sanções pela Lei Magnitsky — norma americana usada para punir violadores de direitos humanos — Moraes criticou o que chamou de tentativa de obstrução da Justiça por parte de uma “organização criminosa” que age para defender interesses estrangeiros. Ele também condenou projetos de anistia em discussão no Congresso e acusou certos brasileiros no exterior de atuar contra o STF, em alusão a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o ministro, a estratégia desses grupos visa criar instabilidade econômica e política no país. Moraes reiterou que o STF, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal continuarão atuando com independência. “A soberania nacional não será negociada”, afirmou. A fala teve apoio do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e de autoridades do Executivo e Legislativo.




