O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, revogará o status legal temporário de 530 mil imigrantes provenientes de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela. A medida, que entrará em vigor em 24 de abril, interrompe a liberdade condicional de dois anos concedida pelo ex-presidente Joe Biden, que permitia a entrada desses migrantes no país desde que tivessem patrocinadores nos EUA.
A decisão faz parte da política de Trump para endurecer as regras de imigração e aumentar a fiscalização. Desde que assumiu o cargo, o republicano tem intensificado esforços para deportar imigrantes em situação irregular, alegando que os programas de liberdade condicional ultrapassam os limites da legislação federal. Em uma ordem executiva assinada em 20 de janeiro, Trump determinou o encerramento desses programas.
Além dessa revogação, Trump indicou que poderá retirar o status de liberdade condicional de aproximadamente 240 mil ucranianos que buscaram refúgio nos EUA durante o conflito com a Rússia. A decisão sobre esse grupo ainda não foi oficializada, mas Trump declarou em 6 de março que faria um anúncio “muito em breve”.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou que, com a revogação do status, os imigrantes afetados estarão mais sujeitos à deportação, podendo ser incluídos no processo de “remoção acelerada”, que permite a expulsão rápida de migrantes que estão no país há menos de dois anos. Essa política, originalmente implementada no primeiro mandato de Trump, foi retomada em janeiro deste ano.
O programa de liberdade condicional foi inicialmente criado por Biden para oferecer alternativas legais a migrantes dessas quatro nacionalidades, enquanto sua administração lidava com o aumento da imigração ilegal. Agora, com a decisão de Trump, muitos poderão ficar em situação irregular e enfrentar riscos de deportação.
As relações entre os EUA e os países afetados têm sido marcadas por tensões diplomáticas e políticas. A medida deve aprofundar o impacto humanitário e gerar desafios tanto para os imigrantes quanto para suas comunidades nos Estados Unidos.




