EUA impõem sanções a rede internacional de arrecadação de fundos do Hamas

Nesta segunda-feira (7), os Estados Unidos aplicaram sanções a uma rede internacional de arrecadação de fundos ligada ao Hamas, em uma ação marcada pelo primeiro aniversário do conflito na Faixa de Gaza. O Departamento do Tesouro americano anunciou sanções contra três indivíduos, uma “falsa organização de caridade” e o Banco Al-Intaj, em Gaza, acusados de financiar o grupo militante palestino.

O governo dos EUA afirma que essa rede desempenhou um papel vital na obtenção de recursos externos para o Hamas, que considera a Europa uma fonte essencial de financiamento. Estima-se que o grupo tenha arrecadado até US$ 10 milhões por mês por meio dessas doações, muitas vezes utilizando instituições de caridade de fachada para alegar assistência humanitária a civis em Gaza.

Entre os alvos das sanções estão um membro do Hamas baseado na Itália, um alto representante do grupo na Alemanha e outro responsável por suas atividades na Áustria. Segundo o Departamento do Tesouro, essas ações fazem parte de um esforço contínuo para “degradar a capacidade do Hamas de financiar suas operações e realizar atos violentos”.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, destacou a importância de responsabilizar o Hamas e seus facilitadores internacionais: “Continuaremos implacavelmente a enfraquecer a capacidade do Hamas de realizar novos ataques violentos”.

Conflito em Gaza e Cisjordânia intensifica-se

Enquanto isso, o conflito entre Israel e grupos militantes como Hezbollah e Hamas continua, especialmente em Gaza, onde Israel intensificou sua ofensiva terrestre e aérea. Ataques em áreas como Jabalia, um dos maiores campos de refugiados de Gaza, e ordens de evacuação em cidades do norte, como Beit Hanoun e Beit Lahiya, resultaram em dezenas de mortes.

Do lado palestino, médicos relataram a morte de 52 pessoas apenas nesta segunda-feira. Israel afirma ter neutralizado militantes e desmantelado a infraestrutura do Hamas em Jabalia, com o objetivo de impedir que o grupo se reagrupasse.

O conflito também se estendeu à Cisjordânia, onde um menino palestino de 12 anos foi morto em confrontos com soldados israelenses.

Ataques em Israel e Líbano

Em Israel, o Hamas disparou mísseis contra Tel Aviv e Haifa, ferindo levemente duas pessoas. Hezbollah, por sua vez, lançou foguetes contra a cidade portuária de Haifa e áreas no norte de Israel, como Tiberíades, enquanto as forças israelenses interceptaram drones e um míssil disparado do Iêmen.

No Líbano, a ofensiva israelense continua com bombardeios a várias cidades do sul, incluindo Beirute, onde 22 pessoas foram mortas, entre elas 10 bombeiros, em um ataque a um prédio municipal. A escalada do conflito já deslocou 1,2 milhão de pessoas no país.

As tensões na região seguem altas, com temores de uma destruição em larga escala semelhante à que Gaza enfrentou no último ano, enquanto Israel mantém sua campanha militar contra as forças do Hezbollah.

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