EUA afirmam que Israel aceitou plano para cessar-fogo na Faixa de Gaza; Hamas analisa proposta

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 29 de maio, que Israel aceitou uma proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza, elaborada pelo presidente Donald Trump. A informação foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. O grupo Hamas, que controla Gaza, afirmou que está analisando o plano.

De acordo com a imprensa israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já comunicou aos familiares dos reféns mantidos pelo Hamas que há um acordo em andamento. Apesar disso, até o momento, o governo de Israel não divulgou um posicionamento oficial sobre a proposta.

Durante coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca não forneceu detalhes sobre os termos do cessar-fogo. No entanto, informações apuradas pelo jornal The New York Times indicam que a proposta prevê uma trégua de 60 dias, além de permitir a ampliação da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

“Posso confirmar que estas conversas continuam, e esperamos que haja um cessar-fogo em Gaza para que possamos devolver todos os reféns para casa”, declarou Leavitt. “Se tiver que haver um anúncio, virá da Casa Branca: do presidente, de mim mesma ou do enviado especial Witkoff”, acrescentou.

Em resposta, o Hamas afirmou à agência Reuters que está estudando a proposta com “alto senso de responsabilidade”, buscando contemplar “os interesses do nosso povo e encerrar a agressão”.

O último cessar-fogo entre Israel e Hamas durou pouco mais de um mês, encerrando-se em março. Desde então, os confrontos foram retomados, com as Forças de Defesa de Israel (FDI) ampliando as operações militares em Gaza.

Nas últimas semanas, a ofensiva israelense tem sido alvo de críticas por parte da comunidade internacional, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis e à crescente crise humanitária no território palestino. A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que cerca de 2 milhões de pessoas estão em risco de fome, após 11 semanas de bloqueio à entrada de ajuda humanitária.

Nesta quinta-feira, a Fundação Humanitária para Gaza — uma entidade privada que opera com apoio dos Estados Unidos e autorização de Israel — inaugurou um terceiro ponto de distribuição de alimentos no território.

O conflito atual teve início após o ataque do Hamas contra comunidades no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de aproximadamente 1.200 pessoas e no sequestro de 251 reféns. Desde então, a resposta militar de Israel deixou mais de 54 mil palestinos mortos, segundo dados do Ministério da Saúde em Gaza, controlado pelo próprio Hamas. Grande parte da Faixa de Gaza encontra-se devastada, com milhares de edificações destruídas e uma grave crise humanitária em andamento.

O avanço das negociações para um possível cessar-fogo é acompanhado com atenção pela comunidade internacional, que busca uma solução para reduzir o impacto humanitário e promover a estabilidade na região.

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