Dólar recua para R$ 5,53, menor valor do ano, após dados de inflação nos EUA e acordo comercial com a China

Brasília, 11 de junho de 2025 — O dólar encerrou esta quarta-feira em queda frente ao real, atingindo seu menor valor do ano, em meio ao alívio nos mercados internacionais com a divulgação de dados de inflação abaixo do esperado nos Estados Unidos e a sinalização de avanços nas relações comerciais entre Washington e Pequim.

O dólar à vista caiu 0,53%, fechando cotado a R$ 5,5392. É o menor patamar de encerramento desde 8 de outubro do ano passado, quando a divisa foi negociada a R$ 5,5334. Já o contrato futuro com vencimento em julho recuava 0,62% na B3 às 17h03, sendo negociado a R$ 5,5580.

A queda do dólar também foi observada globalmente, impulsionada por expectativas de que o Federal Reserve (Fed) poderá retomar os cortes de juros a partir de setembro, diante dos dados mais amenos da inflação norte-americana.

Inflação abaixo das previsões

Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,1% em maio, abaixo da expectativa de 0,2%. No acumulado de 12 meses, a inflação foi de 2,4%, também abaixo da projeção de 2,5%. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, também veio abaixo das expectativas.

Esses resultados reforçaram as apostas do mercado de que o Fed poderá flexibilizar a política monetária nos próximos meses. Juros mais baixos nos Estados Unidos tendem a reduzir a atratividade dos títulos do Tesouro americano, enfraquecendo o dólar e beneficiando moedas de países emergentes, como o real.

Alívio nas tensões comerciais

Outro fator que contribuiu para o desempenho da moeda brasileira foi o anúncio de um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China. Segundo autoridades dos dois países, o pacto prevê flexibilizações mútuas em controles de exportação e tarifas, com destaque para o fornecimento de ímãs e minerais de terras raras por parte da China — insumos estratégicos para a indústria de alta tecnologia.

O presidente Donald Trump confirmou o entendimento nesta quarta-feira, afirmando que o acordo está “concluído” e que contempla, entre outros pontos, a permissão para estudantes chineses frequentarem instituições de ensino superior nos EUA.

Na véspera, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, havia declarado que o tratado removeria parte das restrições comerciais impostas nos últimos meses. Os detalhes do acordo, no entanto, ainda não foram divulgados integralmente.

Contexto local: Haddad discute alternativas ao IOF

No Brasil, os investidores acompanharam também a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em audiência pública na Câmara dos Deputados. O ministro apresentou alternativas ao aumento do IOF, que vinha sendo cogitado pelo governo para ampliar a arrecadação.

Haddad afirmou que as medidas em estudo não elevam a carga tributária, mas buscam promover maior justiça fiscal. Ele citou como prioridades temas como supersalários e aposentadorias de militares, ressaltando que o objetivo é avançar com propostas que já tramitam no Congresso e tenham viabilidade de votação rápida.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, declarou que o controle dos gastos públicos deve entrar na pauta legislativa nos próximos dias e enfatizou a necessidade de apoio da sociedade para a aprovação de reformas estruturantes, mesmo em um ano pré-eleitoral.

Combinados, os fatores externos favoráveis e a sinalização de responsabilidade fiscal no plano doméstico contribuíram para o movimento de valorização do real nesta quarta-feira.

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