tarifas podem encarecer cardápios
A Associação Nacional dos Restaurantes dos Estados Unidos (NRA, na sigla em inglês) fez um apelo direto ao governo do atual presidente Donald Trump para que evite sanções ou aumentos de tarifas sobre produtos brasileiros. Em declaração à CNN, o vice-presidente de Relações Públicas da entidade, Sean Kennedy, classificou o Brasil como um parceiro “fundamental” para o setor de alimentação americano e alertou que qualquer medida dura contra o país pode ter efeitos imediatos no bolso do consumidor.
“O Brasil é um fornecedor fundamental de itens como café e carne bovina para muitos restaurantes americanos”, afirmou Kennedy, destacando que muitos desses produtos simplesmente não têm substitutos viáveis no mercado doméstico americano. Para ele, as tarifas adicionais impactariam diretamente os custos dos estabelecimentos e forçariam mudanças no planejamento de cardápios em todo o país.
A associação, considerada a maior entidade de serviços de alimentação do mundo, vem defendendo publicamente uma política comercial mais equilibrada, diante da crescente possibilidade de novas medidas protecionistas contra o Brasil. “Nossa indústria depende de um fornecimento constante de produtos importados que não podem ser produzidos aqui nos EUA”, explicou Kennedy.
Além da carne bovina e do café, o vice-presidente da entidade citou o suco de laranja como exemplo de item que continuará sendo importado, independentemente da origem. “Mesmo que seja de outros mercados, a conta será paga pelo consumidor final”, disse.
Com o risco de aumentos tarifários impostos por Washington, a Associação dos Restaurantes argumenta que o impacto será sentido não apenas nos preços finais dos pratos, mas também na logística e na viabilidade de manter cardápios diversificados. “Aumentos drásticos de tarifas podem afetar o planejamento do cardápio e os custos dos restaurantes, que buscam novos fornecedores”, alertou.
Diante desse cenário, Kennedy pediu que a Casa Branca negocie com responsabilidade e preserve o equilíbrio nas relações comerciais com o Brasil. “Instamos o governo Trump a adotar políticas que garantam acordos de comércio justo”, concluiu.




